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Livros e DVD - apocalipse 21

Parte VII

A Grande Guerra

“ Numa passagem deste surpreendente relato,
escrito há milhares de anos (.. ) se lê:
‘Um projétil flamejante, porém sem fumaça, foi
enviado. Uma escuridão profunda envolveu
repentinamente as tropas. Todos os pontos do
horizonte foram invadidos pelas trevas.
Um vento ruim soprou (...) Os elementos pareciam
transtornados (...) O mundo calcinado pelo calor da
arma mortífera estava com febre (...) os elefantes
queimados por essa energia (...) A água fervente
matava aqueles que entravam nela (...) Os inimigos
caíam como árvores, devorados por um terrível
incêndio (...) Os cavalos e os carros de guerra
pulverizados pela energia desta arma pareciam
troncos retorcidos pelo fogo (...) Começaram a
soprar ventos frios (...) o horizonte se iluminou (...)
vimos um espetáculo extraordinário:
consumidos pela terrível força desta arma, os
cadáveres apareciam irreconhecíveis.
Nunca tínhamos visto nada semelhante, nunca
tínhamos ouvido falar de uma arma semelhante.’
A visão de Hiroshima destruída pela bomba
poderia ser descrita com as mesmas palavras!... ”
Do livro “La Quinta Dimensión”

34 - Origem da Lenda da Torre de Babel. Pandora: Andróides - Armadilhas. O Fim do Idioma único e suas Trágicas conseqüências. A Guerra Global

“... Vamos: desçamos e confundamos a sua linguagem, de sorte que eles não se compreendam mais um ao outro.E assim (os seres humanos) foram dispersos daquele lugar sobre a face da terra, e cessaram a construção da cidade. Por isso deram-lhe o nome de Babel, porque ali os deuses 47 confundiram a linguagem de todos os habitantes da terra...” Do livro de Gêneses 11, 7-9.

“Prometeu foi imediatamente ver a Atena solicitando-lhe que lhe deixasse entrar no Olimpo. [...] acendeu uma tocha no carro ígneo do Sol [...] saiu às escondidas e entregou o fogo à humanidade [...] Zeus jurou vingar-se. Ordenou a Hefesto que fizesse uma mulher de argila [...] enviou essa mulher, Pandora, a mais bela jamais criada, como presente a Epimeteo [...] a quem seu irmão (Prometeu) advertiu que não devia aceitar [...] Mas enraivecido Zeus fez acorrentar a Prometeu [...] Epimeteo, alarmado pela sorte do seu irmão, aceitou Pandora a quem Zeus tinha feito [...] malvada [...] bela, a primeira de uma longa casta de mulheres como ela. Após algum tempo, [Pandora] abriu uma caixa [...] na qual estavam presos todos os males que podiam infestar a humanidade [...] Todos eles saíram da caixa na forma de uma nuvem [...] e atacaram a raça dos mortais. Porém a Esperança Falsa [que também tinha estado presa naquela caixa] lhes dissuadiu, com suas mentiras, de cometerem um suicídio geral”.Do mito grego de Atlante e Prometeu.

Utilizando seus profundos conhecimentos da química cerebral humana, os Ildamans criaram um vírus neuronal poderosíssimo, que provocaria um desastre massivo e cujo resultado principal seria aquele que mais tarde as lendas chamariam a “confusão de línguas”, ou “Síndrome da Torre de Babel”, além de outros efeitos colaterais miticamente conhecidos como “as maldições da misteriosa caixa de Pandora”.
Com efeito, numa operação terrorista relâmpago e bem-sucedida, centenas de “andróides-pandora” foram espalhadas em todas as megápoles e vimanas atlantes portando “caixas” codificadas que continham o terrível vírus “Hipmorph”, que uma vez liberado agia rapidamente, penetrando pelas vias respiratórias até atingir o Sistema Cérebro-Espinhal dos atlantes.
O tragicômico deste terrível fato foi que, como estas “andróides-pandora” pareciam “mulheres perfeitas”, sexualmente muito atraentes e possuidoras de “cativantes e sensuais personalidades”, não despertavam a menor suspeita naqueles “felizardos” dos quais se aproximavam. Alguns deles, movidos pela curiosidade de saber qual era o conteúdo das misteriosas “caixas”, até colaboraram abrindo-as, provocando a entrada em ação do vírus mais rapidamente. Os Ildamans já sabiam que isso aconteceria em função das desordens psicofísicas derivadas dos efeitos negativos do órgão Kundabuffer, entre eles, a procura exacerbada de “prazer sexual”.
Alertados pelo SSG — Sistema da Segurança Global —, os governantes atlantes ordenaram de imediato a aplicação de um antídoto contra os efeitos do vírus “Hipmorph”.
Porém, era tarde demais. Testemunhei, cheio de espanto e dor, como, em apenas 15 dias, eram milhões os seres humanos totalmente “fora da realidade” que caminhavam pelas ruas, sem sentido e sem que ninguém conseguisse compreender o que falavam. O idioma único tinha sido destruído. Os danos e perdas provocados foram catastróficos para a economia e a ordem mundiais. Milhares de obras detidas, pois, ninguém conseguia se comunicar com seus semelhantes. O mundo parou. Então, os Ildamans e seus aliados rebeldes exigiram a rendição total do mundo. O Governo Mundial, surpreendido pela traição dos que anos antes pareciam benfeitores da espécie, não aceitou se render. A Guerra Global entre terrestres e “alienígenas” estava declarada.
A Confederação Intergaláctica enviou estrategistas e armas avançadas para colaborar na destruição dos inimigos.
Apesar desse valioso apoio, os Ildamans sabiam que tinham dado o “golpe mortal” e, no caos por eles criado, se fortaleciam, controlando, com a ajuda dos tolos rebeldes, novos territórios a cada dia. O fim da Atlântida estava próximo.

35 - Armas Atômicas e Vírus Assassinos


“... extremamente resplendente como um carro celestial, [...] na batalha entre os deuses e os asuras nos velhos tempos, ele executava um movimento circular, para frente, para trás, e diversas outras espécies de movimento... depois disparou a arma chamada Tashtva... capaz de matar grandes formações de inimigos de uma só vez”.Samsaptakabadha Parva.

“Antigamente os valentes asuras tinham no céu três cidades. Cada uma dessas cidades era excelente e grande (...) Quando, entretanto, as três cidades se encontraram no firmamento, o Senhor Mahâ-deva atravessou-as com aquele seu terrível dardo que consistia em três nós. Os danavas eram incapazes de olhar para aquele dardo inspirado pelo fogo Yuga e composto de Vishnu e Soma”. Drona Parva.

Os lldamans atacaram com armas atômicas e químicas terríveis, com poderes destrutivos espantosos. Também, criaram vírus letais que agiriam como “bombas de tempo”, debilitando ainda mais a nossa espécie. O planejado era que ainda que nossa espécie sobrevivesse, esses vírus ficariam prontos para serem reativados em qualquer época futura, bastando para isso o mais leve erro de contato humano, garantindo assim o seu controle em caso de possíveis rebeliões. Vi que esta é a causa dos milhões de vítimas que, ao longo da nossa história, foram mortas por doenças massivas de origem desconhecida, que até hoje nos assolam.

Observei angustiado como o eco-equilíbrio planetário começou a ficar comprometido com a longa Guerra.
Os sábios advertiram que a continuidade do uso das terríveis armas “nucleares” levaria, em poucos meses, a uma aterrorizante catástrofe planetária a qual mudaria, uma vez mais, toda a face da Terra.
Resignada e pensando, erroneamente, que os Ildamans não se atreveriam a destruir totalmente o planeta, a União Atlante decidiu realizar uma operação de emergência para salvar nossa espécie e o Código de Thot, o qual tinha que ser preservado a qualquer custo, juntamente com o acervo científico e cultural conseguido até então. Centenas de jovens iniciados atlantes foram deliberadamente escolhidos para essa missão. Divididos em 144 grupos e acompanhados de sábios conhecedores do Código, eles foram enviados para setores de segurança máxima localizados em vários pontos do planeta. Esperava-se que eles conseguissem sobreviver, garantindo assim a continuação do progresso humano após a Guerra.

36 - A Confederação Intergaláctica chega tarde. Uma Eco-catástrofe provocada. Os dias de caos e fuga. A primeira Atlântida destruída.

“O valente Ashwatthaman... invocou a arma Agneya a que os próprios deuses não podiam resistir. Apontando contra todos os seus inimigos... despediu-a para todos os lados, cheio de raiva. Densas nuvens de setas partiram então dela no céu. Dotadas de chamas ardentes... caíram (como) meteoros em fogo do firmamento... Uma espessa escuridão envolveu subitamente a hoste... o próprio Sol não dava mais calor... parecia girar no seu eixo...” Drona Parva.

A Confederação Intergaláctica decidiu intervir com todas as suas Forças. Um ataque relâmpago seria iniciado em favor do nosso planeta em poucos dias.
Foi então que uma terrível e inesperada notícia abalaram de vez os nossos antepassados e os seus aliados alienígenas: o inimigo tinha ativado um “acelerador matenergial atômico”, que adiantaria a temida catástrofe que os sábios-cientistas atlantes tinham calculado poder acontecer caso a guerra continuasse.
Faltavam apenas 5 dias para que o desastre acontecesse.
A única coisa que restava era escapar, fugir, refugiar-se. O pânico foi geral. O caos total. Sofri tanto com estas visões!
Milhares de extraterrestres receberam ordens de voltar a seus mundos acompanhados de familiares e amigos terrestres. Algumas dessas famílias não obedeceram à ordem. Ficaram, por amor a este mundo e se ocultaram em locais seguros. A Confederação concluiu que não poderia atacar sem comprometer ainda mais o nosso mundo. Todos os laços entre a Terra e os mundos superiores foram cortados como medida de segurança. Apenas se realizariam os resgates e translados urgentes dos que estavam em condições de voltar a seus mundos de origem. Foi uma dramática escolha. Os portadores de vírus não poderiam viajar. Seres queridos e parentes foram separados. Foram dias de angustia e dor inimagináveis.
Avisados da iminente destruição final, outros milhões de atlantes eram direcionados a setores do planeta onde, segundo os cálculos, poderiam sobreviver. Ao mesmo tempo os 144 grupos de escolhidos já se encontravam momentaneamente a salvo nos locais designados.
Milhares de famílias doentes, atingidas psicológica e fisicamente e incapazes de comunicar-se entre si verbalmente, refugiavam-se em grutas e cavernas das montanhas para sobreviver.
Centenas de dementes vagavam com olhares perdidos pelas avenidas vazias das outras prósperas megápoles e cidades atlantes. Desesperados, enlouquecidos e alienados, aqueles seres abandonados à própria sorte, sem compreender-se uns aos outros, se matavam entre si com desenfreada violência, enquanto centenas se suicidavam num último, desesperado e desvairado intento de fugir da horrível situação. Tudo aconteceu da noite para o dia. O mecanismo de destruição foi ativado pelos invasores, os quais, ou não calcularam os danos planetários possíveis, ou, talvez, não se importaram. Nosso planeta, já desequilibrado ecologicamente, não resistiu e o desastre foi total.
Chorei perante o dantesco espetáculo daquele apocalipse atlante. Anthor e Tanaim compreendiam minha dor consolando-me nesses momentos nos quais testemunhava aquelas nefastas imagens do passado na Dimensão das Memórias Cósmicas.
A segunda megacatástrofe planetária destruiu totalmente aquela civilização.
Lembro que o resultado foi tão espantoso que atingiu os próprios invasores. A fúria da natureza que eles tinham ativado, cegos pelos sentimentos de uma vingança suicida, foi paradoxalmente a causa de sua parcial destruição e derrota.
Sim, foram poucos os ‘Ildamans’ que conseguiram fugir a tempo do desastre e do castigo aplicado pela Confederação Intergaláctica. Com efeito, muitos foram capturados pelos representantes do Alto Conselho Protetor da Unidade de Todas as Coisas e submetidos a uma imediata desintegração. Os que conseguiram escapar, se ocultaram em “dimensões-espaço-temporais-alternativas” de difícil e arriscado acesso esperando o momento certo para volver a atacar.
Quanto ao nosso planeta, ele sofreu fortes mudanças climáticas e geográficas. Onde antes fervilhava de vida, vi, angustiado, surgirem grandes desertos. Parte do mar atlante “desapareceu” e não ouvi mais o som das suas ondas batendo perto das praias localizadas nas regiões costeiras onde tinham existido até bem pouco algumas das mais belas cidades daquela civilização.
Vi tribos de seres humanos traumatizados, vagando pelas terras áridas, outrora férteis, cansados e temerosos, brigando entre si, ora pela água, ora por um lugar seguro nas obscuras cavernas. Vi que do enorme continente Atlante apenas sobrou o que mais tarde seria considerada apenas uma lendária e Grande Ilha, a Segunda Atlântida, sobre a qual escreveriam alguns sábios antigos, entre eles Platão. Ali, entre os restos daquela grande civilização, os sobreviventes tentariam, sem sucesso, recomeçar tudo de novo. A outra, a grande e poderosa primeira Atlântida já não existia mais.
Era o início de novos ciclos e a continuação de nossa proto-história humana, tão absurda, tão fragmentada, tão paradoxal e tão desconhecida...como sempre. Era o início da Quinta Raça, a atual... Samsâra, novamente, Samsâra.